quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Willian Waak. E daí?


Uma medida de lei que defendo há  anos é a mudança da lei de Registro Cívil para que se permita que indivíduos adotem novos nomes de família...

Minha time line está contaminada pelo nome de William Waack.
O que ele fez? Repetiu no âmbito privado uma piada racista comum e deu o azar de ser filmado.
Onde e quando? Ano passado cobrindo a vitória de Donald Trump.
Todos sabemos que a Vitória de Trump foi uma derrota muito maior para o então presidente Barack do que para a presidenciável Clinton.
O infeliz comentário, depois de um buzinaço na rua, muito provável foi uma referência a tantos pretos descontentes com a vitória do candidato polêmico e racista (como dizer que uma gritaria após uma talvez vitória de Bolsonaro fosse coisa de petista, ou coisa de viado, ou coisa de preto…)
Mas a questão maior (ou menor) é a retumbante pergunta: E DAÍ?
O negro que me disser que não sabe que a classe média culta e alta brasileira é racista em maior ou menor medida é cego, louco ou recém chegado por estas bandas.
Então William Waack também é racista, ou guarda algum racismo? Oooohhhhhhh que surpresa!😰
Agora surpresa mesmo é a reação de até ódio do movimento negro  (com direito a poemas inspirados) como se o fato fosse a maior das bandeiras de luta da comunidade negra em anos.
Foi desprezível? Claro que sim. Mancada? Das grandes? Muda alguma coisa em nossas vidas? Nada. Absolutamente nada.
E se a globo demiti-lo? Não muda nada.
Então o que muda o racismo?
Ao meu ver, mudando a percepção que se tem dos indivíduos que são vítimas do racismo.
E como fazer isso?
Promovendo a emancipação e ascensão destes indivíduos.
Como fazer isso?
Primeiro, no sentido de prioridade máxima, com o comprometimento destes indivíduos (no caso os negros) com esta emancipação e ascensão.
Aí entra uma medida que parece de difícil aplicação. O que foi retirado de mais importante e significativo da população negra?
Liberdade? Bens? Cultura? Nada disto.
O senso e possibilidade de FAMÍLIA.
Nada foi mais destrutivo para nós indivíduos do que a perda dos nomes de família e a separação de seus clãs.
Quando dizemos “Famílias Tradicionais” não pensamos em negros, porque aqui, eles não as têm.
Quando um militante negro apaixonado quer citar exemplos de êxodo negro no Brasil, enche-se de exemplos de cantores e cantoras, fala do samba, do blues (que é genuinamente gringo) e um ou outro nome da literatura…
Não cita a família Rebouças, Assis, Trindade, Santos, pois alguns (ou muitos) indivíduos negros carregam esses nomes sem contudo pertencer a estes clãs. São acidentes de dinastias.
Então o que fazer?
Primeiro a defesa da família tradicional é o único caminho que faz sentido para uma reestruturação da comunidade negra, pois, a degradação da família é algo que enfraquece os mais pobres e fortalece as famílias já estruturadas.
Fortalecer os princípios familiares e incentivar a formação de Famílias Estruturadas (Pai, Mãe, Avós, TODOS PRESENTES) é uma.medida que afeta diretamente a comunidade negra para melhor. Basta ver os dados familiares de jovens infratores e detentos e cruzá-los com dados de jovens negros que entram em faculdades para ver o estatisticamente a diferença que a estrutura familiar faz na jornada de vida de cada um.
Quando vejo a juventude negra iludida com falsos princípios de diversidade, com bandeiras que vão contra o modelo de família, penso que são atiradores com armas invertidas.
Como a raposa que namora uvas, olham para o que mais lhe fez falta e ao invés de construir escadas e meios decidem desdenha-la e até atacá-la.
Uma medida de lei que defendo há  anos é a mudança da lei de Registro Cívil para que se permita que indivíduos adotem novos nomes de família, o que daria a possibilidade da construção de clãs. Um casal poderia ter o orgulho e a possibilidade de iniciar uma história para se passar aos seus descendentes e fortalecer assim as famílias.
Mas voltando ao assunto inicial, do cara que teve um comentário racista, qual era o nome dele mesmo…

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Quando o radicalismo te chama para dançar.


Demorei para me pôr à escrever este texto. Precisava pensar, me centrar e entender o que estava acontecendo e não falar bobagem.
Alguns tem medo de falar em público, eu tenho medo de escrever, de dar uma opinião ridícula qualquer sobre algum assunto e todos lerem aquilo repetidas vezes e saberem que o idiota que escreveu aquilo fui eu. É pior que a imagem do palestrante nu.
Em tempo de antagonismos é difícil imaginar opiniões que não exponham a nudez ideológica de quem se dê ao debate.
Esquerda e Direita política, Heteros e LGBTs, Judites e Marias…
Penso em mim como um exemplo de Brasileiro Médio. O resultado de uma criação sincrética religiosa mas predominantemente cristã. De pais pobres, de bairro suburbano no ABC Paulista.
Cresci acreditando em Deus, no trabalho como modo de vida, no estudo como caminho de ascensão. Frequentei quermesses, procissões, boates, forrós, pagodes e passeatas.
Fui CP no Senai e sim, fui de esquerda e fiz greve. Frequentei desde movimentos estudantis, até o Hip Hop…
Como se vê e como muitos daqui da região eu era essa mistura de tudo. Rígidos princípios que podiam se chamar de direita com militância genuína de esquerda. Cristão de novena e terço com benzedeiras e festa de Cosme e Damião no quintal de casa.
As coisas eram misturadas e facilmente entendidas. Daí uma tolerância natural às diferenças e diversidade.
Mas aí veio a internet e as redes sociais. Vieram os blogs, os vlogs e os textões.
Daí as idéias resolveram se divorciar litigiosamente. A esquerda decidiu que seria Esquerda mesmo.
Comunista de vermelho sangue, com o estado tentaculoso e faminto gritando que tudo é de todos desde que todos sejam do Estado. A diversidade LGBT foi convocada para não mais ser aceita e ocupar espaço. A ordem agora é se impor e invadir espaços como um híbrido cheio de ódio gritando que se a família não me aceita então não haverá família alguma. Negros, depois de tudo que alcançaram e já às portas da conquista maior, andam de costas e não mais falam o discurso de igualdade mas de ódio pelo branco, ódio pelos anos, ódio por tudo.
Daí, o homem médio sente medo. Se acua dentro de si e quando volta está pronto pra essa dança de morte.
Firma o pé Direito à frente de seu passo.
A mão Direita também se apresenta e nela tem um punhal.
Não se enganem, sim haverá sangue, sim haverá choro e a música será fúnebre.
É um convite maldoso e suicida.
Quem está acordando o que há de mais radical no conservadorismo do homem médio é o radicalismo insano de uma militância esquerdista insana.
Ocupar espaços é diferente de invadir espaços.
Quando se mexe com a família de alguém deve-se esperar a mais feroz reação. O que dizer quando se mexe com a família de todos?
Mas aí paro e penso melhor.
Já entramos, ao menos na internet, numa declarada guerra civil. Como em filmes de super heróis ninguém morre de verdade, mas até quando?
Quando irá demorar para essa disputa abandonar o campo virtual?
E a quem interessa essa polarização? Quem precisa desse clima de guerra para chegar ao.poder? Quem está atacando primeiro?
Mais uma vez aquela sensação de que não sei de tudo e de que alguém está jogando com as cabeças de nós pobres homens medianos…
Irmãos Medíocres, médios que nós somos, convoco a todos para que façamos o que melhor sempre fizemos. Não entremos na guerra pela guerra, nem busquemos o sangue de nós próprios. Não sejamos vítimas no tabuleiro dos que estão abaixo de nós, porque acima só temos e tememos à Deus.
Irmãos Medíocres, neste momento que nos convocam a odiar, eu vos chamo a Mediar.

sábado, 14 de outubro de 2017

O Leãozinho e a Formiga

O Leãozinho descansava na savana, entediado olhando folhas e galhos secos quando viu uma fila de formigas passando.
Achou interessante, quase fascinante aquela fila gigantesca marchando rumo ao monte de terra acumulada.
Aproximou-se do formigueiro e ficou olhando hipnotizado aquela engrenagem viva. Uma fila entrava carregando mantimentos e outra saía em busca de mais.
uma formiga mais graciosa que as outras com asas aproximou-se do Leãozinho e lhe perguntou:
  • Gosta do que vê Leãozinho?
  • Acho muito interessante, o trabalho de vocês é fascinante.
  • Humm, obrigada, nosso humilde formigueiro agradece. Mas diga leãozinho, e vocês leões, marcham em fila para encontrar mantimentos?
  • Na verdade não. Nós leões caçamos. As leoas se agrupam e cercam uma caça e depois comemos.
  • Nossa, que rustico. Um tanto selvagem não?
  • Nós somos caçadores.
  • Aqui nós coletamos, armazenamos, transformamos. Cada formiga tem uma função e cada função serve serve ao todo que é o formigueiro. Vejo que vocês oprimem as Leoas suas fêmeas não é…
  • Não, de modo algum…
  • Mas os leões tão maiores obrigam as pobres leoas a caçarem enquanto só observam, me parece exploração.
  • Nunca tinha pensado nisso.
  • É leãozinho, mas é bom pensar. Nunca questionou que só os leões mais fortes se alimentam bem? Tem os melhores lugares na savana, conseguem as melhores leoas… Aqui no formigueiro não temos tais diferenças, as formigas dormem no mesmo formigueiro, tem os mesmos direitos, não oprimem umas às outras. Não concorremos entre nós.
  • Poxa, parece bem legal.
  • Sabe leãozinho, não seria ótimo que os leões fossem como as formigas? Imagine que lindo, todos os leões marchando uns atrás dos outros sem diferenças de fortes ou fracos…
  • As leoas viriam juntas?
  • Melhor que isso leãozinho, não haveria leoas ou leões, esses são nomes que inventaram para determinar quem manda e quem obedece, chamaríamos todos de formigas, sem masculino ou feminino, apenas formiga.
  • Entendi, cada família de leões faria sua fila e...
  • Nada disso leãozinho, nada de famílias, nada de separação, seremos apenas um grande grupo de formigas...
Neste momento uma patada enorme acerta a formiga que discursava e destrói parte do formigueiro, revelando milhares de formigas que se apertavam nas entranhas da terra umas por cima das outras em um frenético trabalho de vai e vem.
Com um rugido enorme a leoa diz ao leãozinho:
  • Não dê ouvido aos insetos, não  vê que eles querem lhe enganar.
  • Mas mãe, ela estava falando coisas muito bonitas, sobre igualdade, sobre marchar juntos e sobre sermos formigas…
  • Leãozinho tolo, essas coisas são mentiras e artimanhas para destruir leões. Ela estava mentindo.
  • Como você sabe que era mentira? você nem a ouviu…
  • Leãozinho, quantas formigas tinham lá?
  • Milhões…
  • E quantas tinham asas?
  • Só uma… (responde com ar decepcionado e triste).
  • Viu, há palavras bonitas que disfarçam horríveis atitudes. Acabar com nossos valores, com nossos clãs, com nossa caçada… Ao invés de disputar a vida na savana andaríamos em filas guardando alimento para uma formiga aumentar suas asas.
  • Mas não teríamos que disputar, sem concorrência não haveria perdedores…
  • Isso não é vantagem filho, é covardia. Quando não há disputa é porque o vencedor já foi escolhido. É a luta para sobreviver que nos faz leões.
  • Eu gosto de ser leão...
  • Então aprenda filho, Leões não seguem formigas.


Helton Fesan

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Em Extinção

Quando somos pequenos a estranheza de ser o único é absurda. É o cúmulo do "não pertencencimento".
Eu fui um jovem Lobo-guará nessa situação.
Acho que o pior de viver assim é que na nossa cabeça  de lobo criança acreditamos realmente sermos uma espécie em extinção. Não temos a noção de que há outros (muitos) de nós.
Ser um ser em extinção é muito deprimente. As tartarugas marinhas, a baleia azul e até o último dinossauro que vagava sozinho na era glacial tem a minha mais profunda admiração e respeito. Eu sei o que vocês passaram e passam.
Mas enfim, cresci e a cada nova floresta ou savana um novo deserto particular se formava em meu peito e meu coração sozinho no meio.
Ao longe, na planície encontrava um igual a mim vagando sozinho ou em matilhas de outras espécies de Lobos europeus, tentando imitá-los, tentando enquadrar-se, tentando uivar igual, tentando caçar igual, tentando, tentando e tentando...
Mas Lobo-guarás são o que são e não adianta tentar ser o que não.
Eu ficava mais sozinho. Caçando o que podia e com medo de me arriscar nestas matilhas.
Acontecia uma coisa interessante e igualmente triste. Outras espécies que nem eram a minha, mas que por um motivo ou outro estavam também sozinhos, acabavam se juntando ocasionalmente a mim. Um lobo de perna quebrada, uma tartaruga órfã, um pardal sem uma asa... Não era exatamente uma matilha mas era um grupo, melhor que ser sozinho. Pra caçar era uma desgraça, pra se proteger pior ainda, mas por algum motivo era bom ficar junto... Talvez por entender que solidão mata.
Mas todo bicho cresce e eu também cresci.
Caçar sozinho se tornou um hábito e um lema. Evitar as matilhas ou se misturar a elas se tornou estratégia.
Os bichos solitários se adaptam.
Mas desde que Noé nos separou de par em par nos encontramos macho e femea, e eu, também me encontrei.
Uma Loba solitária me achou e comigo fez um lobinho.
Poxa que emocionante, enfim uma matilha com focinhos iguais ao meu.
Mas o filhote está na idade de aprender a caçar e nem tudo posso ensiná-lo, afinal, caçamos sozinhos.
As vezes, olhando ele perambulando solitário no serrado, ou olhando distante a matilha de lobos europeus caçar me pergunto: Não seria melhor se nós Lobo-guarás também formassemos matilhas?

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Debate sobre Igualdade OAB Santo André





Não era 13 de maio. Na verdade era 17 de maio de 2017.
O país continua dividido, ou ao menos artificialmente dividido.
Enquanto as notícias da mídia oficial dão conta de dividir pessoas, opiniões, acesso e conhecimento em duas bandas de uma única laranja, uma outra mídia, menos badalada e acessada tenta entender o mundo de forma mais coerente desafetada.
Na sala de reuniões da OAB de Santo André não reunimos especialistas, doutorados e PHD´s, não haviam antropólogos ou cientistas sociais e políticos, mas apenas 5 pessoas interessadas em entender em que pé anda a igualdade no nosso país.
Mais que isso.
Cinco pessoas genuinamente interessadas pela vida uns dos outros. Interessadas em saber se isso estava doendo, se ainda doía e se podia fazer algo para ajudar. Dr Maida, Diretor da OAB e advogado militante de muitos anos. Cabelos brancos, voz tranquila e aquele bom senso que nos conforta. Drª Alice, advogada e presidente da Comissão de pessoas com Deficiência, também na melhor idade nos brindou com 15 anos de experiência na ajuda ao próximo e mesmo assim os olhos brilhavam ao ouvir cada intervenção, cada raciocínio.
Rosana, com tantos anos de Militância no Movimento Negro participando da entidade Negra Sim, grande com seu rosto negro iluminado e terno nos ensinava que a vida tem sim mais que dois lados e que nem sempre ela é boa çpara quem deu a má sorte de estar do lado errado do que chamamos de oportunidade. Aliás, aprendi a origem de oportunidade com o Moçambicano José, que trouxe a experiência de um imigrante, e não sequestrado africano, no Brasil, com seu sotaque português e sua riqueza no trato.
Foi uma tarde diversa em que se falou de igualdade de uma maneira interessada e entre iguais, mesmo que tão diferentes.
Gratidão.


Helton Fesan

terça-feira, 25 de abril de 2017

O IDEAL É QUE CONSIGAMOS ARTICULAR SEM CONSPIRAR


Nas minhas consultorias muitas vezes me pego na situação de guerra corporativa. Isto ocorre porque o setor jurídico de uma empresa estará sempre ou quase sempre ligado ao setor litigioso, ou ilustrando melhor, de guerra.

O Ambiente corporativo não é um ambiente de paz, muito pelo contrário, é um ambiente de concorrência, de disputa. Todos querem dar o seu melhor em busca de superar o outro.

O setor jurídico é uma espécie de casa de armas e o advogado um conselheiro de guerra.

Uma empresa sem Advogado está indo pra guerra desarmado.

O papel do advogado é proteger o empresário dos ataques e muni-lo para atacar.

Muitas vezes neste ambiente eu sinto muitos empresários com certo desconforto em uma situação muito comum no mundo corporativo: o momento de agir em segredo.

Em algumas situações de conflitos e disputas de interesse o empresário é obrigado a  fazer reuniões secretas, a discutir assuntos longe dos olhos e ouvidos dos concorrentes.

Às vezes, a situação fica mais indigesta quando o concorrente já foi um aliado, um sócio.

E no meio da disputa lá está o advogado.

O que fazer então?

Criei então por conta própria e experiência uma divisão que talvez lhe ajude no momento de crise de consciência.

Vamos separar o que é Conspiração do que é Articulação. A regra é Articular sem Conspirar.

Articular, para nossa explicação será o conjunto de movimentos e negociações para se obter um objetivo de negócio.

Conspirar, por sua vez, será o um conjunto de ações que induzam alguém ao erro com o objetivo de lhe prejudicar em um negócio.

Pronto, assim fica muito fácil você diferenciar o que é ético do que não em um movimento comercial que envolva o segredo ou o sigilo, coisas tão comuns e necessárias nas negociações de empresas.

Dando um exemplos:

Numa concorrência de preço é normal que a empresa esconda seus valores para poder fazer uma oferta mais atrativa do que a do concorrente. Também é normal tentar descobrir os valores do concorrente para tentar oferecer oferta melhor.

Isto é concorrência, é a guerra do mercado.

Agora pense que uma empresa paga uma propina para o responsável de compras para ganhar a concorrência…

Isto é Conluio, é Conspiração, é falta de ética.

Outro exemplo muito comum: Dois sócios de uma empresa não suportam mais o terceiro sócio e querem retirá-lo da empresa. É óbvio que as negociações para que isso aconteça não serão abertas. Primeiro para evitar desgastes e bate bocas. Depois para que esta disputa societária não destrua a vida da empresa.

Haverá reuniões entre os sócios, entre advogados, contadores e só quando se tiver um plano consistente de valores e propostas se colocará as cartas na mesa de forma mais evidente e definitiva.

A situação é incômoda mas não é antiética.

Antiético seria se os dois sócios se unissem para roubar a parte do terceiro sócio, retirando-lhe da sociedade sem lhe pagar o devido.
Ou que esses dois sócios ocultasse do terceiro uma grande negociação e comprassem sua parte antes dela se efetivar, pagando preço menor do que o devido. Percebe que houve engano? Isto é conspirar…

Com esta divisão de forma firme na mente, o empreendedor deve ter a consciência que ser empresário é tomar decisões difíceis que muitas vezes não são nem agradáveis nem bonitas.

Estamos falando de guerra e numa guerra pessoas morrem.

É normal e até bom, ficar meio pra baixo depois de uma disputa sangrenta. O general que não se importa com as vítimas não é herói, é sádico.
Mas é preciso saber de que lado se está nesta disputa e até onde se deseja ir.

O ideal é Articular sem Conspirar. O limite que deve saber é você.

Dr Helton Fesan

Consultor Jurídico

sábado, 22 de abril de 2017

A Palmeira do Sacrifício e o Pavão Misterioso

Li recentemente que uma espécie de palmeira cometeria suicídio. Estranhei o titulo da matéria e fui conferir.
Tratava-se de uma palmeira gigante de folhas fartas em formas de pirâmide que, para se reproduzir,  gastava todas as suas forças gerando centenas de flores e  atraindo polinizadores que irão garantir a próxima geração.
😱
Percebi então o erro do título da matéria.
A palmeira não se suicidava, ela se sacrificava!
🤔

Confesso que até então eu jamais havia feito qualquer ligação entre essas duas palavras: *Suicídio e Sacrifício*
Apesar de ambas terminarem na maior das fatalidades, a morte, são coisas diametralmente opostas.
O suicídio é um ato essencialmente egoísta. Seja por não suportar a dor da vida, seja pelo desespero da frustração, seja pela banalidade da existência, o suicídio sempre considera os motivos e razões do suicida. Não há consideração ou pesar pelas consequências, pela dor e pelo sofrimento dos que ficam. Não há consenso coletivo. É o fim pelo fim em si mesmo.
O sacrifício por sua vez é sempre em prol do outro. É sempre um ato de doação, de entrega. O mártir não deseja partir, não quer a morte mas aceita-a pelo bem maior. Uma mãe que leva uma gravidez de risco até o final. O náufrago que deixa se se alimentar para que os crianças aguentem esperar o socorro. O voluntário que busca vitimas no incêndio e corre o risco de se asfixiar, o cristo que se deu para que a humanidade vivesse uma lição de amor.
🙏🏾

O suicídio é uma imaturidade, um egoísmo, uma enfermidade. O sacrifício é a consequência trágica e heróica de uma situação limite.

Em uma vida superficial não cabem atos de heroísmo, não se consegue ver o outro , não há possibilidade de sacrifício pessoal por não existir amor suficiente que o justifique, pois o amor legítimo só se dá no coletivo, no todo. Em uma vida superficial egoisticamente se deseja amor e afeto numa via de mão única.


A possibilidade de um suicídio cresce a medida que se esta só dentro de si e apenas em si, sem que o outro importe além de ferramenta para suprir sem nunca interagir. 🤚🏾

O suicida ou acredita que não faz falta ou diferença, ou não se importa com a dor que causará ou deseja causar tal dor.😵

Pensei nos filhos que se suicidam e nos versos cantados tão bonitos e tão fortes por Ney Matogrosso (me poupe da vergonha de morrer tão moço).

Em tempos de animais fantásticos, o Pavão Misterioso de  Ednardo poderia muito bem combater Baleias Azuis do mal.

Um jovem morrer moço... Não deveria acontecer!  Em que mundo uma criança não receberia amor ao ponto de não se importar com a família? Em que mundo o egoísmo de um adolescente chegaria ao ponto de não se importar com a dor de uma mãe ou de um pai?
Em que mundo a vida é tão cinza para os jovens que se sentem sozinhos ao ponto de pensar que sua partida não tem consequências?
No nosso mundo.😒

Fútil, egoísta e sem heróis ou mártires.

*Helton Fesan*

👇🏾👇🏾 A palmeira
http://hypescience.com/10-coisas-que-arvores-fazem-e-voce-nao-vai-acreditar/amp/

👇🏾👇🏾👇🏾 O Pavão

https://m.letras.mus.br/ednardo/45611/

quarta-feira, 15 de março de 2017

O que não se fala sobre a Reforma da Previdência?

Primeiro uma constatação: A esmagadora maioria das pessoas que se aposentam, continuam trabalhando, ou no mesmo emprego ou em outro.
Aí pensamos: Se a pessoa continua trabalhando depois de se aposentar, porque se incomoda tanto com o aumento do tempo de contribuição?
A questão é que não é pelo trabalho, é pelo dinheiro.
Acontece que aqui se ganha tão pouco em relação ao que se tem que pagar que as pessoas anseiam por uma renda extra e vitalícia para complementar a renda dá labuta diária. E não importa a categoria: Advogados, professores, médicos, operários, cozinheiras... Todos ganham mal em suas respectivas funções e proporções.
E o que é ganhar mal?
Ganhar mal é ter um ganho que não consegue suprir o mínimo necessário para se viver dignamente.
E o que é o mínimo necessário para se viver dignamente?
Alimentação, educação, saúde, saneamento, cultura...
E quem é o maior fornecedor dos itens básicos e por que cobra tão caro?
O governo que é incompetente e corrupto em todas as suas esferas.
Com isso fechamos o ciclo de desespero dá Reforma dá Previdência.
Cabe ainda dizer que a Previdência não foi concebida para o conforto de quem trabalha, e isto basta analisar o nome (INSS) para perceber Instituto Nacional de Seguridade Social.
Notem que é uma entidade de doação. Uma entidade assistencial, voltada para os pobres e necessitados. Ironicamente ela começou a falir porque o nosso Estado conseguiu aumentar em muito o número de pobres e necessitados, quebrando a pirâmide assistencialista.
Se você é um profissional, sua luta deve ser para não ser um dos Necessitados que dependem do INSS na velhice. Lutar por menos impostos e mais qualidade nos serviços públicos para que seu ganho não seja consumido por itens que você já paga nos impostos.
Quando vejo o desespero de profissionais para garantir uma aposentaria via INSS, percebo o quanto empobrecemos enquanto nação, enquanto povo.
Enfim, devemos discutir sim a previdência e aperfeiçoar seu modo de funcionamento. Mas não deveríamos nem de longe desejar depender dela para nossa velhice.
E lá nave vá...
#boraprapista

Porque a física quântica se torna mais relevante nesses tempos?

A Física ou Mecânica Quântica, estuda os eventos que transcorrem nas camadas atômicas e sub-atômicas, ou seja, entre as moléculas, átomos, elétrons, prótons, pósitrons, e outras partículas.
🤔
Assim estamos falando de coisas tão minúsculas que se tornam sensíveis e reagem a fenômenos igualmente imperceptíveis.
🤔🤔🤔
Um olhar👀, uma intenção🙏🏾, um pensamento🙃, uma energia...
Agora pense em tudo que nós cerca nos dias de hoje.
💽💻⌨🕹🖲📱📲
Bits, prótons e uma série de nano tecnologias.
Coisas tão minúsculas que obedecem muitas vezes, ou sempre, as leis dá física quântica.
São tecnologias fronteiriças, que obedecem leis físicas normais, mas que também sofrem efeitos da física quântica de maneira mais perceptível.
Quantas vezes um computador não funciona com você e, basta o técnico chegar, milagrosamente ele volta a funcionar?😡
Um programa não abre de jeito nenhum para uns e funciona maravilhosamente para outros.😤
As vezes chamamos de sorte, as vezes achamos que "as coisas" estão conspirando contra nós.👽
Mas na verdade tudo é uma questão de atitude.👊🏾
Seu olhar, sua intenção, sua postura, são elementos que influenciam na física quântica e, consequentemente nestas tecnologias que são compostas por coisas muito pequenas 😉.
Agora, sabe o que mais é influenciado pela física quântica?
Tudo.😱
Das coisas às pessoas.
Do gesto ao pensamento.
Do corpo à alma.
Tudo está conectado pelas mesmas micro partículas do mesmo material.
Lembre-se disto quando o computador travar, quando a lâmpada do mesmo cômodo queimar insistentemente, quando as coisas começarem a quebrar em série...😡
Mas também lembre-se disto quando algo funcionar muito bem além do prazo de validade, quando tudo funcionar como um relógio britânico ou quando todos decidirem lhe pagar ao mesmo tempo...😁
Alguma ATITUDE SUA está girando esta engrenagem.⚙
PENSE NISSO 🤔
Seu amigo
Helton Fesan