quinta-feira, 10 de outubro de 2019

"Sixteen Tons" não é 16 Toneladas


"Sixteen Tons" é uma canção sobre a vida de um mineiro de carvão, cuja primeira gravação foi em 1946, pelo cantor de country americano Merle Travis e lançada em seu álbum Folk Songs of the Hills no ano seguinte. Em 1955, Tennessee Ernie Ford fez uma versão que atingiu o topo da parada na Billboard, com mais outra versão de Frankie Laine lançada apenas no Reino Unido.
Abaixo darei minha humilde tradução para a música adaptando certas frases para não perder a poesia sugerida.

Some people say a man is made outta mud 
(Alguns dizem que o homem é feito de barro)
A poor man's made outta muscle and blood
(O pobre é feito de sangue e braço)
Muscle and blood and skin and bones
(Sangue e Músculos, pele e osso)
A mind that's a-weak and a back that's strong
(Uma cabeça fraca e um lombo bem grosso)

Refrão
You load sixteen tons, what do you get?
(Leva 16 toneladas para o que ganhar?
Another day older and deeper in debt
(Um dia mais velho e dívidas pra pagar)
Saint peter don't you call me 'cause I can't go
(São Pedro não me chama porque não posso ir não)
I owe my soul to the company store
(Eu devo minha alma para a Companhia de Carvão)
*carvão é coal mas não faria sentido :0


I was born one mornin' when the sun didn't shine
(Eu nasci em uma manhã quando o sol não brilhava)
I picked up my shovel and I walked to the mine
(Eu peguei minha pá e caminhei para a mina)
I loaded sixteen tons of number nine coal
(Dezesseis Toneladas de carvão, carreguei)
And the straw boss said "well, a-bless my soul"
(O encarregado disse: “MINHA alma abençoei”)

Refrão

I was born one mornin', it was drizzlin' rain
(Eu nasci em uma manhã que a chuva leva ponte)
Fightin' and trouble are my middle name
(Brigas e problemas são o meu sobrenome)
I was raised in the canebrake by an ol' mama lion
(cresci em um canavial com uma mãe leoa)
Cain't no-a high-toned woman make me walk the line
(Gritaria de mulher não me botam de boa) 

Refrão

If you see me comin', better step aside
(Se me ver chegando melhor sair de lado)
A lotta men didn't, a lotta men died
(Muitos não fizeram e muitos tombaram)
One fist of iron, the other of steel
(Um punho de ferro e outro de aço)
If the right one don't a-get you, then the left one will
(se a direita não derruba a esquerda eu faço)

Refrão

Bem, no Brasil no final da década de 1960, Noriel Vilela interpretou uma versão em português da música, denominada "16 Toneladas", em seu primeiro álbum-solo, Eis o Ôme. Entretanto, a versão em português nada tem a ver com o canto de sofrimento dos trabalhadores superexplorados, mas sim com o ritmo do sambalanço, que fazia sucesso na época.

Deixamos a reflexão: Por que quando nos traduzem, fazemos versões festivas e sem crítica social?
Por que exaltar apenas o lado festivo, o samba, o futebol e a curtição (que são muito bons) mas e nossas agruras? E nossa revolta?
Vamos calar com pão e circo?

Fonte de pesquisa: Weekpédia e Youtube.



terça-feira, 21 de maio de 2019

GAMES OF THRONES - A HBO NÃO É UMA EMPRESA SÉRIA.


GAMES OF THRONES

A HBO NÃO É UMA EMPRESA SÉRIA. A MARVEL SIM. E A SUA EMPRESA, O QUE É?

Entendam que falar mal da última temporada de GOT se tornou chover no molhado.
Tudo que você puder imaginar de coisa errada na digna profissão de escrever ficção encontramos nessa última temporada.
O último episódio é tão deprimente, contraditório e medíocre que até os filmes de sessão da tarde de minha infância se sentiriam envergonhados de algo tão ruim.
Benniof e Weiss, roteiristas (?), entraram para história como destruidores de coisa muito boa. Só perdem para a Roma de mais de dois mil anos atrás.
Mas falando em aprender com os erros e tirar lições de coisas mal feitas, me lembrei que  a série foi produzida por uma empresa, a HBO.
Lembrei também que, coincidentemente, neste mesmo ano tivemos o encerramento da primeira fase do Universo Compartilhado Marvel, com Avengers Ultimate
Duas sagas, uma produzida por um Canal de assinatura e distribuída pelo badalado stream.
Outra produzida por um estúdio que se dedica às produções cinematográficas.
Ao longo de 11 anos acompanhamos os Estúdios Marvel estudando tramas, conexões, personagens e buscando a cada filme entregar uma nova emoção, uma nova experiência.
No fim, pegou  tudo que construiu e ENTREGOU, literalmente, todas as emoções que prometeu.
A questão é, quando chegamos no último filme da saga, verdade seja dita, os ingressos estavam vendidos mesmo antes do filme ser feito. Por que?
Porque a Marvel construiu uma algo chamado CONFIANÇA. Não consigo imaginar capital mais importante para uma empresa do que confiança.
Costumo definir confiança como avaliar e validar positivamente a expectativa que se tem sobre fato ou indivíduo.
Confiamos que o fim da saga será incrível, pois, a saga inteira foi incrível.
Quando a Marvel nos entregou o capítulo final de sua  aventura nos sentimos gratos pela recompensa de ter confiado.
Já no caso de GOT, da HBO, nos sentimos traídos. Houve uma quebra de confiança, a expectativa positiva não se cumpriu. Pior, tivemos a certeza de que os produtores não se importavam com essa entrega.
A impressão que deu foi, “já tá vendido mesmo, vamos entregar algo barato e partir pra outra”.
Essa é filosofia dos piratas sem escrúpulos, “pegue o que puder, sem nada a devolver”.
Os consumidores, chamados apenas de fãs, foram literalmente saqueados. Sofreram um golpe e reclamam com razão.
O futuro irá mostrar o desenrolar das consequências comerciais deste assalto. De minha parte, passo a olhar para a HBO como empresa menor, que não leva a sério seus produtos, que se interessa em caçar níquéis, sobreviver lucrando e pouco entregando. Não é o suficiente para uma assinatura, afinal, só somos fiéis com quem confiamos.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

TORTO POR LINHAS CERTAS...


Um cartaz com grave erro de português de uma manifestante que se articula contra o corte profundo de verbas na área da educação.
Quem apoia a medida geralmente tem um bom português, nível superior, profissão...e os filhos e netos estão em escolas particulares sonhando com intercâmbio...

Nada poderia ser mais legítimo e simbólico do que a moça segurando o cartaz de gramática horrenda.

Esse é o verdadeiro Brasil. Reinvidicando mesmo que escrevendo errado, o direito de saber escrever corretamente.
Se expondo ao escárnio público porque não lhe resta mais nada.

Quem dera, a imagem "trazera" empatia. Mas isso é coisa rara que só Deus trazer-lo-ia.

domingo, 24 de março de 2019

Quando a intervenção militar é bem vinda.


Onde estão os países que se intitulam a polícia do mundo?
Onde estão os governantes indignados com a miséria de países que tem petróleo ou algum outro atrativo que possam roubar?
Cadê os heróis que precisam combater a ameaça Comunista?
Essa guerra é real e urgente. O inimigo é a fome, a destruição, a fúria da natureza... Para essa guerra a intervenção militar é bem vinda e os fuzis são inúteis.
Carreguem a mochila com pães, levem água em abundância, encham os navios de médicos e de remédios, levem enfermeiras e esqueçam as armas, pois nesta guerra só é preciso amor e coragem e o inimigo cairá sem um só tiro.
CLICK NA IMAGEM E FAÇA UMA DOAÇÃO

domingo, 17 de março de 2019

LULA LIVRE - UMA QUESTÃO DE ESTÉTICA



Pense em uma sala clean.
Sofá de couro branco, tela smarth minimalista, mesa de centro transparente, paredes brancas e… uma cabeça de alce no canto.
Que desgraça essa cabeça de alce está fazendo aí?
No dia 7 de Abril completará 1 ano da prisão do ex presidente Lula.
E o que vimos desde então de efetiva mudança no que diz respeito à corrupção no Brasil.
Nada.
Mais denúncias, evidências de um Judiciário comprado e corrupto, velhas raposas políticas no poder ou devidamente escondidas em suas tocas esperando a fumaça passar.
O paladino da justiça encarnado pelo juiz de Curitiba aceitou fazer parte de um governo de laranjais e milícias.
Caixa dois, antes a fonte de todo mal, agora é algo perdoável dada a relatividade da situação, basta reconhecer que errou e está pronto para ser Ministro.
Aécio, FHC, Sarneys, Calheiros, Alckmins, sequer são réus.
Preso com todo rigor e ódio, só mesmo o bom velhinho.
Nunca defendi a inocência do Lula, cabe ao devido processo legal avaliar tal questão, mas é inegável que ele deveria estar solto, não por inocência, mas por uma questão de estética.
Em um cenário tão absurdo quanto o Brasil, Lula não é a cabeça de alce na sala high tec.
Lula é a tv smarth no barracão pendurado no morro pedindo socorro na hora da enchente.
Se não conseguimos ser fortes, sejamos pelo menos humanos.
Já que não pretendem prender a todos, Lula livre, pela coerência do discurso.

Dr Helton Fesan.

sexta-feira, 15 de março de 2019

O SIMBOLISMO DOS OBJETOS


Um objeto, seja qual for, não é só um objeto.
Ele também é um símbolo e em torno dele há toda uma cultura.
Assim, cada objeto carrega em si um significado que pode ser partilhado, ou seja, o símbolo tem o mesmo significado para diversas culturas.
Uma lâmina foi concedida como ferramenta e, após a cultura do seu uso a proporcionou ser também uma arma a ponto de existirem facas com o único propósito de ser uma arma, uma espada.
Um machado é concebido para cortar árvores, a cultura do uso pode levá-lo à ser usado como arma.
Já uma arma, é concebida como uma arma e ponto. É símbolo universal de morte.
Não serve para comer, para cortar árvores, pegar água, varrer o chão... Uma arma só serve para machucar ou matar.
A cultura em torno de uma arma é a cultura de machucar ou matar.
Na chamada Deep Weeb, que alimentava os anseios psicopatas dos assassinos de Suzano, e de muitos outros mundo afora, como o mais recente na Nova Zelândia  se cultua a violência. A arma é cultuada como objeto de redenção social.
O uso da violência é aplaudido.
Assim, não se iludam com discursos fáceis, imprudentes e de quem está absurdamente contaminado com a cultura armamentista.
Uma arma é uma arma e ponto. É e sempre será símbolo de morte.
Sejamos como o Jesus que pregamos, sem armas.
E se vamos debater os reais motivos destes massacres iremos falar de *Individualismo Extremo *Culto à armas e à violência *Destruição da família (não de UM modelo de família, mas de qualquer modelo no sentido de apoiar e suportar os membros de um clã acima de qualquer outra questão) *Abandono dos filhos  *Sistema falso de meritocracia (inventa vencedores e despreza fracassados).

Se vamos discutir as soluções que comprovadamente funcionam iremos falar de:
* Cultura * Tolerância * Amor *Musica *Dança * Arte ...

Nunca ouvi a notícia de aluno de violino invadindo escola e atirando.
Nunca ouvi que grupo de dança de rua fez arrastão e promoveu roubos.
Nunca ouvi que alunos de culinária atacaram e mataram pessoas com cutelos.
No entanto, mesmo com provas reais de que a cultura e a arte combate e cura distúrbios mentais voltados à violência, a solução que vejo da boca de especialistas são de MAIS ARMAS!
Estamos em crise de humanidade.
A diferença de um soldado e de um maníaco armado é que apenas um deles gosta de estar armado, o outro só o faz por extrema necessidade.
Pense nisso

segunda-feira, 4 de março de 2019

Arte Gaviões e Corinthians



 Os artistas...Ah os artistas…
Vamos começar separando o Corinthians da Gaviões ok.
A Gaviões da Fiel merece todo o mérito por sua história mas, que se saiba que é uma torcida organizada do Corinthians e não O CORINTHIANS.
Não contrata jogadores, não decide campeonato, não fala por todos os torcedores do Corinthians e, principalmente, não representa o time do Corinthians em suas ações.
O Corinthians é um time que agrega MUITOS TORCEDORES e nem todos são da Gaviões.
Dito isto, quanto ao ocorrido neste carnaval, cabe ponderar.
É certo que estamos em um momento de extrema falta de bom senso.
Seja para lidar com temas delicados, seja para responder à expectativas de massa, seja para simplesmente praticar a empatia.
A arte sempre será um veículo transgressor, porém, o artista deveria ser um leitor social.
Um interpretador de momentos e um repositor do imaginário coletivo.
Essa falta de sensibilidade para ler e interpretar o próprio momento histórico em que se encontra, deságua em ações desastrosas nas quais nem a arte nem a sociedade ganham.
Hoje o artista confunde o impacto com a ofensa rasa.
O ofendido nunca entenderá a obra, nem se transformará com ela, pois, ali, não encontra arte, encontra apenas a ofensa.
Não adianta chamar o receptor de ignorante quando você próprio se confunde com a mensagem que pretendia passar.
Errou o tom do quadro, errou as cores, errou o discurso.
Como Nero, colocou fogo na cidade, criou o caos e justificou chamando de arte.
Os mortos de seu insano incêndio chamou de ignorantes, mas foi tu que não soube dizer e não eles que não souberam ouvir.
Não importa a santidade que querias invocar, ficou claro que eras menor que o tema que desejavas debater.
Se querias dizer outra coisa, não disses.
Se queria ofender com a arte, acabou ofendendo tão somente a arte.
Mas sempre haverá outro carnaval e outra oportunidade de fazer melhor.
Melhoremos