segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Por que Pantera Negra mexeu tanto com a gente?


Se você é negro, não o simpatizante da comunidade, não o parente de x grau nem o cônjuge apaixonado…. Digo se você é negro, da pele negra sem desculpas e nasceu na década de 80 pra baixo, você só sabe o que é “ser negro” pelos olhos americanos.
Sim, os EUA nos ensinaram o que é Motown, Funk, Luther King, Malcon X, Soul, Blues, Rap, Jckson 5, GlobeTrotters, NBA, O cara negro do Filme Guerreiros, O Jhones no filme do Bruce Lee, Cosbi, Will no Maluco da Pesada, Eddie Murphy, Eddie Murphy e mais Eddie Murphy, Blade, Os irmãos Hines sapateando, Denzel Washington, Morgan Freeman, Oprah, Whoopi Goldberg, Diff'rent Strokes (Arnold) e etc etc etc e … Black Panters!
Sim meus amigos, se não fossem todo esse povo aí, a auto estima não teria resistido e ia morrer de vez.
Tínhamos nossas referências aqui? Claro que sim. Mas eram os Negros Americanos que brilhavam aos nossos como guia e exemplo a se seguir.
Eram mais altos, mais altivos, mais rebeldes, mais ricos e mais negros.
Nós aprendemos sobre nós olhando pra eles, e ainda olhamos.
E quando já íamos nos esquecendo dessa forte referência, aparece o presidente Barack Obama.
O farol estava novamente restabelecido.
Isso explica o fenômeno Pantera Negra mas não o decifra.
A partir daqui, spoilers sensitivos.
Dentro do roteiro de Pantera Negra algumas mensagens se perdem para olhos destreinados mas não para os milhares de espiões de Wakanda que foram espalhados e doutrinados pelo mundo por meio de mensagens subliminares ano a ano, lançadas na mídia e falando aos corações famintos de justiça e liberdade.
Sim meu amigo, se você é um conterrâneo já entendeu tudo neste ponto do texto.
E quantos dos caras citados acima eram de Wakanda... E com Barack, Wakanda governou e se escondeu do mundo ao mesmo tempo.
E agora?
Estamos em guerra irmãos? Nossas tribos se dividem entre os que querem vingança e entre os que querem ser melhores que os opressores, os colonizadores.
É uma guerra ideológica mas também sangrenta, que deixa baixa entre nós e nos tiram os melhores guerreiros.
A questão é: Sabemos que podemos, sabemos que somos maiores e mais mortíferos. Temos mais força e mais ódio, mas também mais consciência e mais amor.
Sim, podemos. Mas devemos?
Eis a mensagem do Pantera. Nosso rei submete a decisão à votação e nós teremos de escolher, como um dia já debateram Zumbi e Ganga Zumba este mesmo tema.
De todo modo teremos que escolher, que seja pelo bem de Wakanda.
Seria o bem de Wakanda o bem de toda a humanidade?
Faça um xis com os braços e abaixe com toda força.
Paz irmão.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Fantasma Já Eris

Já imaginou se na década de 80 ou 90 pudéssemos crescer com auto estima.
Se nossos heróis não fossem ocultados da mesma maneira que ocultam nossa história nos fazendo acreditar que os nossos não são nossos.
Que quem nos salva são os outros.
Se com toda esta opressão e dissimulação chegamos até aqui, onde estaríamos se fosse o jogo mais justo.
Ainda matam muitos de nós de maldade, de descaso, de mosquito e até na bala da cabula.
Mas não mais hão de nos matar de vergonha ou de falta de auto estima.
Hoje sabemos quem somos e eles têm razão de nos temer, pois nossa realeza sobreviveu.
A Nation Under Our Feet
Long Live the king within us

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Gravata Feouxa

Você sabe qual é a importância de um Hooby?

Quando eu era um Jovem Aprendiz do Senai na década de 90, conheci a realidade de empresas do Grande ABC.
Na epoca eu era aprendiz de eletricista e trabalhava na Bom Bril.
Conheci funcionários  (chamados pião) que estavam na empresa há mais de 20 anos e, pasmem, nunca tinham folgado sequer 1 domingo.
Vendiam suas férias e trabalhavam todos os dias.
Quando se aposentavam, compulsóriamente   morriam em 2 ou 3 meses.
Este é o chamado "Mal da Ociosidade", uma síndrome que acomete pessoas que fazem do seu trabalho, sua vida e apenas isto.
Daí a necessidade de se desconectar, de variar seus interesses.
O dominó ou o carteado em família, o surfe, o artesanato, a dança, o violão, o clube de leitura, o videogame, o yoga, a oração... não são inúteis, muito pelo contrário, são atividades que integram e compõem a plenitude do ser.
Então não substime a força do Hobby, aquela atividade que você desenvolve por PRAZER😉.
Eu sou *Dr Helton Fesan* e quis compartilhar meu hobby com vocês, me conte, qual é o seu?

#boraprapista

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Governando a vida - Opções

Opção A - Eu tenho uma fazenda e neles animais que são muito amados. Eles não raciocinam mas são  muito amados e se limitam a fazer as coisinhas deles no mundinho deles. Eu tenho todos os recursos e mando na vida deles. Eles não podem sair da fazenda mas eu nao deixo faltar nada pra eles. São muito amados. Na verdade, sempre digo pra mim mesmo que a fazenda não é minha, é de todos. Minha e dos animais que eu cuido.
Opção B - Eu tenho uma fazenda. Nela há pessoas trabalhando. Não sei quem são e não me importo, quero que elas trabalhem. Minha meta é pagar menos ou pagar nada por esse trabalho, não me importo. A fazenda é minha. Quem não está feliz, pode ir embora.
Se não  gostam, comprem uma fazendo pra vocês.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Willian Waak. E daí?


Uma medida de lei que defendo há  anos é a mudança da lei de Registro Cívil para que se permita que indivíduos adotem novos nomes de família...

Minha time line está contaminada pelo nome de William Waack.
O que ele fez? Repetiu no âmbito privado uma piada racista comum e deu o azar de ser filmado.
Onde e quando? Ano passado cobrindo a vitória de Donald Trump.
Todos sabemos que a Vitória de Trump foi uma derrota muito maior para o então presidente Barack do que para a presidenciável Clinton.
O infeliz comentário, depois de um buzinaço na rua, muito provável foi uma referência a tantos pretos descontentes com a vitória do candidato polêmico e racista (como dizer que uma gritaria após uma talvez vitória de Bolsonaro fosse coisa de petista, ou coisa de viado, ou coisa de preto…)
Mas a questão maior (ou menor) é a retumbante pergunta: E DAÍ?
O negro que me disser que não sabe que a classe média culta e alta brasileira é racista em maior ou menor medida é cego, louco ou recém chegado por estas bandas.
Então William Waack também é racista, ou guarda algum racismo? Oooohhhhhhh que surpresa!😰
Agora surpresa mesmo é a reação de até ódio do movimento negro  (com direito a poemas inspirados) como se o fato fosse a maior das bandeiras de luta da comunidade negra em anos.
Foi desprezível? Claro que sim. Mancada? Das grandes? Muda alguma coisa em nossas vidas? Nada. Absolutamente nada.
E se a globo demiti-lo? Não muda nada.
Então o que muda o racismo?
Ao meu ver, mudando a percepção que se tem dos indivíduos que são vítimas do racismo.
E como fazer isso?
Promovendo a emancipação e ascensão destes indivíduos.
Como fazer isso?
Primeiro, no sentido de prioridade máxima, com o comprometimento destes indivíduos (no caso os negros) com esta emancipação e ascensão.
Aí entra uma medida que parece de difícil aplicação. O que foi retirado de mais importante e significativo da população negra?
Liberdade? Bens? Cultura? Nada disto.
O senso e possibilidade de FAMÍLIA.
Nada foi mais destrutivo para nós indivíduos do que a perda dos nomes de família e a separação de seus clãs.
Quando dizemos “Famílias Tradicionais” não pensamos em negros, porque aqui, eles não as têm.
Quando um militante negro apaixonado quer citar exemplos de êxodo negro no Brasil, enche-se de exemplos de cantores e cantoras, fala do samba, do blues (que é genuinamente gringo) e um ou outro nome da literatura…
Não cita a família Rebouças, Assis, Trindade, Santos, pois alguns (ou muitos) indivíduos negros carregam esses nomes sem contudo pertencer a estes clãs. São acidentes de dinastias.
Então o que fazer?
Primeiro a defesa da família tradicional é o único caminho que faz sentido para uma reestruturação da comunidade negra, pois, a degradação da família é algo que enfraquece os mais pobres e fortalece as famílias já estruturadas.
Fortalecer os princípios familiares e incentivar a formação de Famílias Estruturadas (Pai, Mãe, Avós, TODOS PRESENTES) é uma.medida que afeta diretamente a comunidade negra para melhor. Basta ver os dados familiares de jovens infratores e detentos e cruzá-los com dados de jovens negros que entram em faculdades para ver o estatisticamente a diferença que a estrutura familiar faz na jornada de vida de cada um.
Quando vejo a juventude negra iludida com falsos princípios de diversidade, com bandeiras que vão contra o modelo de família, penso que são atiradores com armas invertidas.
Como a raposa que namora uvas, olham para o que mais lhe fez falta e ao invés de construir escadas e meios decidem desdenha-la e até atacá-la.
Uma medida de lei que defendo há  anos é a mudança da lei de Registro Cívil para que se permita que indivíduos adotem novos nomes de família, o que daria a possibilidade da construção de clãs. Um casal poderia ter o orgulho e a possibilidade de iniciar uma história para se passar aos seus descendentes e fortalecer assim as famílias.
Mas voltando ao assunto inicial, do cara que teve um comentário racista, qual era o nome dele mesmo…

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Quando o radicalismo te chama para dançar.


Demorei para me pôr à escrever este texto. Precisava pensar, me centrar e entender o que estava acontecendo e não falar bobagem.
Alguns tem medo de falar em público, eu tenho medo de escrever, de dar uma opinião ridícula qualquer sobre algum assunto e todos lerem aquilo repetidas vezes e saberem que o idiota que escreveu aquilo fui eu. É pior que a imagem do palestrante nu.
Em tempo de antagonismos é difícil imaginar opiniões que não exponham a nudez ideológica de quem se dê ao debate.
Esquerda e Direita política, Heteros e LGBTs, Judites e Marias…
Penso em mim como um exemplo de Brasileiro Médio. O resultado de uma criação sincrética religiosa mas predominantemente cristã. De pais pobres, de bairro suburbano no ABC Paulista.
Cresci acreditando em Deus, no trabalho como modo de vida, no estudo como caminho de ascensão. Frequentei quermesses, procissões, boates, forrós, pagodes e passeatas.
Fui CP no Senai e sim, fui de esquerda e fiz greve. Frequentei desde movimentos estudantis, até o Hip Hop…
Como se vê e como muitos daqui da região eu era essa mistura de tudo. Rígidos princípios que podiam se chamar de direita com militância genuína de esquerda. Cristão de novena e terço com benzedeiras e festa de Cosme e Damião no quintal de casa.
As coisas eram misturadas e facilmente entendidas. Daí uma tolerância natural às diferenças e diversidade.
Mas aí veio a internet e as redes sociais. Vieram os blogs, os vlogs e os textões.
Daí as idéias resolveram se divorciar litigiosamente. A esquerda decidiu que seria Esquerda mesmo.
Comunista de vermelho sangue, com o estado tentaculoso e faminto gritando que tudo é de todos desde que todos sejam do Estado. A diversidade LGBT foi convocada para não mais ser aceita e ocupar espaço. A ordem agora é se impor e invadir espaços como um híbrido cheio de ódio gritando que se a família não me aceita então não haverá família alguma. Negros, depois de tudo que alcançaram e já às portas da conquista maior, andam de costas e não mais falam o discurso de igualdade mas de ódio pelo branco, ódio pelos anos, ódio por tudo.
Daí, o homem médio sente medo. Se acua dentro de si e quando volta está pronto pra essa dança de morte.
Firma o pé Direito à frente de seu passo.
A mão Direita também se apresenta e nela tem um punhal.
Não se enganem, sim haverá sangue, sim haverá choro e a música será fúnebre.
É um convite maldoso e suicida.
Quem está acordando o que há de mais radical no conservadorismo do homem médio é o radicalismo insano de uma militância esquerdista insana.
Ocupar espaços é diferente de invadir espaços.
Quando se mexe com a família de alguém deve-se esperar a mais feroz reação. O que dizer quando se mexe com a família de todos?
Mas aí paro e penso melhor.
Já entramos, ao menos na internet, numa declarada guerra civil. Como em filmes de super heróis ninguém morre de verdade, mas até quando?
Quando irá demorar para essa disputa abandonar o campo virtual?
E a quem interessa essa polarização? Quem precisa desse clima de guerra para chegar ao.poder? Quem está atacando primeiro?
Mais uma vez aquela sensação de que não sei de tudo e de que alguém está jogando com as cabeças de nós pobres homens medianos…
Irmãos Medíocres, médios que nós somos, convoco a todos para que façamos o que melhor sempre fizemos. Não entremos na guerra pela guerra, nem busquemos o sangue de nós próprios. Não sejamos vítimas no tabuleiro dos que estão abaixo de nós, porque acima só temos e tememos à Deus.
Irmãos Medíocres, neste momento que nos convocam a odiar, eu vos chamo a Mediar.