segunda-feira, 9 de novembro de 2009

OFICINA DE LITERATURA AFRO

AMANHÃ 10/11 MINISTRAREI O 1º ENCONTRO DA

OFICINA DE LITERATURA AFRO

EXISTE UMA LITERATURA ÉTNICA

LOCAL :

Praça do Carmo, 171, Centro Santo André - SP
Telefone:
o11 4992-7218

HORÁRIO: 19:00H

A oficina trará uma pequena amostra e análise de uma literatura que surge a partir da vivência e percepção do negro no mundo, Analisando livros como “Omeros” de Derek Walcott; “Niketche – Uma história de Poligamia” de Paulina Chiziane; “Um Defeito de Cor” de Ana Maria Gonçalves; “Meio Sol Amarelo” de Chimamanda Ngozi Adichie; Além de autores da série Cadernos Negros – Quilombhoje.

Como oficina, buscar-se-á como produto final a introdução à questão da existência ou não de uma literatura étnica, e, existindo, a que se dá este fenômeno.

À grosso modo, pergunta-se:

Literatura tem cor?

Em dois dias de troca, buscaremos não uma resposta, mas, a necessária provocação.

1º dia - 10/11 - “Omeros” de Derek Walcott; “Niketche – Uma história de Poligamia” de Paulina Chiziane; Autores da série Cadernos Negros – Quilombhoje entre outros.

2º dia - 17/11 - “Um Defeito de Cor” de Ana Maria Gonçalves; “Meio Sol Amarelo” de Chimamanda Ngozi Adichie; Autores da série Cadernos Negros – Quilombhoje.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

FILHA S DO VENTO



O mito da democracia racial brasileira não resiste às investidas de sua maior questionadora, a realidade. Estatísticas econômicas e sociais somam-se a fatos corriqueiros, que vão desde a travada de porta do banco até a difusão maldosa da lenda de Macunaíma, denunciando a nossa fragilidade histórica em lidar com a diversidade.
O filme de Joel Zito Araújo, Filhas do Vento, toma o caminho inevitável do questionamento racial. Faz-se o que não se aceita em uma sociedade que tenta manter uma aparente tranqüilidade homogênea: divide-se o mundo em cores, ensejando o mover de águas turvas que traz à tona a lama da desigualdade em raças.
Esta opção daria ao filme, em uma hipótese mais branda, um dialogo com filmes como “A cor púrpura” de Steven Spielberg. O preconceito como pano de fundo, uma presença parda do conflito racial que permearia a estória proposta, chamando a atenção para o invisível, para as coisas que existem no plano do sentido, mostrando vez ou outra, como realidade que vaza pra dentro da ficção, o racismo calcado na hipocrisia social.
A outra opção, mais dura e direta, é o conflito, o choque como já foi mostrado em “Faça a coisa certa” de Spike Lee, ou o recente “Quanto vale ou é por quilo” de Sérgio Bianchi. Neste caso inverte-se a ordem: A estória serviria como plano de fundo para a realidade, interferindo nesta de modo a realçar, ou até mesmo caricaturar, o real. Seria as cartas na mesa, o nome do jogo, o levante do oprimido encurralando o telespectador a tomar posição ou, ao menos, a encarar o caos.
Na busca do explicitar o real, Joel Zito, opta por subtrair a presença ariana, dominante social, focando o negro brasileiro. Para isto, não precisa criar uma ficção inverossímil, visto que a realidade brasileira da margem para este fenômeno.
No interior, em uma comunidade formada pela quase totalidade de negros, duas irmãs vivem com o pai. A notória diferença de gênios das irmãs e a predileção do pai por aquela mais dada à vida cotidiana em detrimento da outra que é sonhadora e idealista, desenha o que será o ponto de conflito. Na abertura, o reencontro das irmãs, já idosas, (Ruth de Souza e Léa Garcia) na igreja em uma noite de ventania, em razão do enterro do patriarca (Milton Gonçalves), sugere que este será o clímax do filme. Neste momento é possível ver a forte influência estética que o padrão “globo” irá emitir durante todo o filme, a cena é montada para resultar em algo épico, com um peso dramático que não irá se manter.
A estória retorna à adolescência das irmãs (Thalma de Freitas e Thaís Araújo) que vivem a tranqüilidade mineira de que falava Drummond.
Para uma, o paraíso da calmaria, onde se pode brincar, pecar e ver o tempo se arrastando lento. Para a outra, a prisão torturante da mesmice, minada com a possibilidade de trilhar o caminho que um dia sua mãe trilhou: ir embora desse inferno de tédio e jia.
A fuga deste inferno consuma-se com uma injustiça paterna, que não irá ser conciliada até o seu retorno, com sonhos realizados, para a cidadezinha que outrora deixou pra trás. A comparação do roteiro com “Tieta”, de Jorge Amado, é inevitável. Se o argumento é previsível, e isto não é necessariamente um defeito, a conclusão não é.
No religare passado e presente, o filme esbarra em temas paralelos, que, por conta do excesso de valoração, contaminam a estória principal. Ao longo da fita, são dados ao telespectador, fatos e falas que levam a uma superestimação dessas pequenas tramas, levantando temas pertinentes para o mundo real, mas dispensáveis na ficção sugerida. O resultado, como os temas não se fecham nem prosseguem, é uma sensação de inacabado, de algo faltando. O tema central não alcança o clímax sugerido e o filme fica morno.
“Filhas do Vento”, carrega um valor histórico no cinema nacional enquanto fato. Ser o maior elenco negro já filmado no país e ter um diretor negro (fato quase inexistente por aqui) é algo que não dá para ignorar, sendo, talvez, um marco na questão racial dentro do mercado cinematográfico. Neste aspecto o filme fez história.
Por outro lado, enquanto cinema, o filme não ousa nem em relação à estética, nem em relação ao conflito racial. Quem assistiu “A negação do Brasil” de Joel Zito, percebe que a ficção de “Filhas do Vento” repete o discurso do documentário, só que de forma amena, sutilizada, além de parecer se confundir o discurso de atriz ficção com o de atriz personagem, dando uma impressão de forçada de barra do tema.
No que diz respeito à sexualidade preserva-se uma opção convencional do cinema de estética padronizada, que “explora” a nudez feminina e esconde a masculina. Neste aspecto, repete-se a história.
“Filhas do Vento”, é uma rara oportunidade do negro brasileiro produzir um discurso próprio enquanto arte, e por conta disso, coloca o artista negro numa encruzilhada de difícil escolha: quando eu puder falar, falo de arte ou falo de mim?
O ideal, talvez, seja falar “de mim” enquanto arte e não “de mim” de modo artístico.


Helton Fesan

sábado, 26 de setembro de 2009

COTAS DE AMOR




Já pensou em cotas de amor?
Cotas de afeto?
Se fosse possível determinar que para cada porção de amor que alguém desse para o filho, uma parte deveria ser destinada para órfãos.
Que parte do calor de seu abraço servisse obrigatoriamente para aquecer um desabrigado.
Se fossemos obrigados a destinar uma porcentagem de nosso sorriso à quem só tem tristeza. Parte de nossos beijos de boa noite dever-se-ia destinar à recém nascidos abandonados em caixas de papelão.
Seria esta política tão horrenda?
Teríamos teóricos indignados na defesa do “livre direito de afeto”?
Será que existiriam pessoas reclamando que por terem lhe obrigado a sorrir ao indigente, faltou-lhe humor no almoço de domingo com a família?
Alegaríamos que nossa irritação no trabalho se deu pelo fato de parte de nossa alegria ter sido confiscada pelo governo e redistribuída nos hospitais públicos para acalantar pacientes terminais?
Será que teríamos um colapso social, uma crise depressiva coletiva por sermos obrigados a destinar parte de nosso amor aos desamados?
Diríamos que não. Que amor não se obriga. Que Deus nos concedeu o livre arbítrio para sermos livres, e que seu mandamento de “amar o próximo” deve ser espontâneo e não coercitivo.
Que obrigar alguém a amar só geraria ódio. Que o sorriso forçado traria, inevitavelmente, o choro.
Faríamos teses e discursos inflamados contra o amor compulsório e defenderíamos a liberdade do afeto e provavelmente venceríamos, pois, não há como obrigar o amor.
Continuaríamos livres para amar como, quando e quem quiséssemos.
Quem tem amor o guardaria todo só para si e o economizaria dentro do peito sem gastar nem uma gota.


O mundo continuaria mundo, e os desalmados continuariam com o divino direito de não amar ninguém.




Helton Fesan

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PARA VEJA E DEMÉTRIO “HITLER” E “MALCON X” SÃO FARINHA DO MESMO SACO.


E vamos nós de novo e novamente no engodo do Magnoli.
Ao estilo Veja, (que sempre mostra uma única versão dos fatos – a dela) Demétrio Magnolli lança seu livro “Uma gota de sangue” na qual usa o argumento válido da inexistência de raças para validar o engodo da inexistência de racismo no Brasil.
Afirmando que os defensores de cotas raciais são racialistas e que, em curto prazo, iremos introduzir a idéia de existência de raças na população e isto irá gerar ódio e separação entre as pessoas.
O repórter da Veja Diogo Shelp (aqule que não gosta do Che) , terminou a matéria com o infantil e apelativo “não, não e não” para este perverso preço a ser pago em nome das cotas.
Não resisti e contei o número de negros que aparecem na edição da indignada revista Veja. Em 143 páginas (contando capa e contra capa) e em um universo de mais de 150 fotos consegui contar 06 (seis) negros, e 04 (quatro) destes estavam na reportagem sobre as cotas, 01 (um) era a representação de um africano e outra era a presença celebrada de Marina Silva.
Não contei Michael Jackson e Cris Brow, já que ambos estão fora de cena: um é de cujos e outro esta sendo preso. A Veja e suas repórteres não parecem se incomodar com tal desproporção é algo tido como natural :(.
Não, não e não para Diogo Shelp e o próprio Demétrio, que conseguiram criar um paralelo entre Adolf Hitler e Malcon X, colocando-os no mesmo time de racialistas. Para eles são farinha do mesmo saco.
Não conseguem diferenciar os momentos históricos e ideológicos dos dois personagens e cometem a imperdoável gafe.
A reportagem foi das repórteres Marina Yamaoka (USP, ECA, bolsista da FAPESP) e Nathália Butti (Cásper Líbero, Letras USP e ex-Relações Internacionais na PUC-SP), que não deixaram opinião sobre o tema mas passam a contar com a mácula dessa matéria em seus curriculos.
Já cansamos de corrigir e alertar, mas nunca é demais, visto que Demétrio não cansa de errar (propositalmente?).
Do ponto de vista genético o conceito de raça não existe e todos concordam com isto. Porém, existe, e de maneira muito intensa o racismo.
Demétrio acerta quando diz que a discussão é ideológica, pois, o racismo, é estritamente ideológico. Justificativas cientificas nunca foram o cerne para uma ideologia racial, estas apropriam-se de qualquer argumento que atenda a mantença do status quo da classe dominante.
O jogo de poder de quem domina é cruel e injustificado. Eu mereço estar no poder porque sou branco; eu mereço estar no poder porque deus quis; eu mereço estar no poder porque sou pensante; eu mereço estar no poder porque tenho poder; eu mereço estar no poder porque tenho armas; eu mereço estar no poder porque sou deus…
Qualquer argumento serve para se perpetuar no poder por gerações e gerações ad infinitum.
Daí a discussão ser ideológica, sendo mera falácia o argumento científico da existência ou não existência de raças. Demétrio mistura as ciências (políticas sociais e genética) para confundir o debate e, em verdade, nada diz que acrescente.
A própria revista Veja não consegue fugir de dados assustadores sobre a discussão racial: “apenas 7 em cada 100 negros que entram na faculdade, conseguem adquirir o diploma”; “Para a mesma função um branco ganha 1000 reais enquanto o negro apenas 574 reais”, e isto é contabilizado como avanço.
“Em média os negros só concluíam a 4ª série do ensino fundamental. Agora, chegam a cursar a 6ª série”, isto com uma política de aprovação automática que já sabemos, só serve para melhorar estatísticas. - Fonte: revista Veja ´~`.
A crueldade destes argumentos são tão absurdamente sem limites que chegam ao ridículo.
A matéria trouxe o exemplo da política do Itamaraty que desde 2002 mantém bolsas de estudo para afrodescendentes (que a revista fez questão de por entre aspas). O exemplo trazido das duas candidatas é perfeito para ilustrar a políticas de cotas que não se destina a distribuir renda, mas sim a combater o racismo no campo ideológico. Se a candidata declarou que nunca sofreu racismo, declarou também que não foi prejudicada pelo sistema de exclusão do negro, sendo assim, não há porque beneficiá-la com esta política.
Claro que muitos não admitem, mas, seria desejável uma reflexão pessoal no sentido de se responder: eu me identifico com a cultura, costumes e história da população negra ou estou apenas aproveitando a cor da minha pele para receber um benefício?
Então chegamos a este ponto. A política de cotas é ideológica sim, pois toda política é ideológica inclusive o mito (cultural e não genético) da mestiçagem e da democracia racial no Brasil. Vide o número de negros em destaque nas edições da revista Veja que inclusive, soube identificar perfeitamente quem é negro na escolha de suas fotos.
Lerei o livro do Sr. Demétrio, que já se anuncia com premissas enganosas, e, quiçá, uma luz se acenda no caminho do sociólogo e diga:
“Demétrio, Demétrio… porque tu me persegues? Vou te deixar cego e quando voltardes a enxergar, chamar-te-ão de Dimas.”


Helton Fesan

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

HINO DO BRASIL - NOSSO AMOR, NOSSA PAIXÃO!



Sempre me emociono ouvindo o hino brasileiro. É um hino fantástico, emociona-do. Nosso hino tem a nossa cara.
Fico irritado quando vejo algum maluco criticando nosso hino ou propondo alguma mudança estapafúrdia que só iria macular nosso canto que é perfeito. Depois eu perdôo o mentecapto, pois entendo que naquele momento ele não é brasileiro, pertence ao país dos chatos e está infiltrado em missão de aborrecimento.
Nosso hino é um hino alegre, malandro, com ginga. Um hino que fala uma coisa dizendo outra. Que manda o recado sorrindo e que ama de um jeito descontrolado, passional. Nosso hino tem um amor que só pode existir exagerado. Com choro, abraço, beijo e festa.
Dá uma olhada na abertura: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/ de um povo heróico o brado retumbante/ e o sol da liberdade, em raios fulgidos/ brilhou no céu da pátria nesse instante.
Percebeu a genialidade? Imagina a cena, o Rio Ipiranga calmo (margens plácidas) a natureza exuberante como num conto-de-fadas e… De repente o grito: LIBERDADE!
Veja que não é um grito sozinho, de uma pessoa só, é o grito de um povo, um brado coletivo. Quando menino, em dia de jogo da seleção brasileira, eu gostava de me sentar no quintal sozinho, meio isolado. O jogo acontecendo, as pessoas roendo unha e eu lá, lucubrando. Sentindo crescer uma tensão, uma expectativa tão densa que dava para tocar. Olhos fechado e concentração total esperando o momento certo. Às vezes vinha rápido, às vezes demorava quase o jogo inteiro, às vezes vinham vários e às vezes nem vinha. Mas quando acontecia era mágico. De uma vez só, eu ouvia o Brasil inteiro gritar Gooool! E o corpo estremecia e sentia o sol da conquista em raios brilhantes no mesmo instante daquele brado. Era um acontecimento grandioso ver meu povo inteiro gritando junto a mesma alegria.
Entendeu o brado retumbante? Se um gol faz isso tudo, imagina a conquista da liberdade, quando o Brasil passou a ser um país, uma república…
Nosso hino é lindo e apaixonado, depois da primeira parte, começa a contar vantagens igual a todo brasileiro: Minha cidade é mais bonita, meu time é melhor, minha comida é mais gostosa, nossas mulheres são mais lindas…
O hino faz a mesma coisa: Brasil de um sonho intenso, um raio vívido, de amor e de esperança a terra desce/ se em teu formoso céu, risonho e límpido, a imagem do cruzeiro resplandece/ gigante pela própria natureza / és belo, és forte, impávido (corajoso) colosso / e o teu futuro espelha essa grandeza / Terra adorada…
Olha quanto elogio. Nem juntando sertanejo e pagode a gente conseguiria repetir tanta paixão. E o brasileiro gosta de amor assim, que pesa a ponto de fazer a terra descer, que faz uma constelação de estrelas (o cruzeiro) brilhar só para nós. Nosso amor é assim um… Especial do Roberto Carlos, um último capítulo de novela, é o hino nacional.
Nosso hino combina com a gente. A segunda parte começa: Deitado eternamente em berço esplendido / Ao som do mar e à luz do céu profundo / fulguras (brilhos), ó Brasil, florão (flor de ouro) da América / iluminado ao sol do novo mundo / do que a terra mais garrida (florida) / teus risonhos, lindos campos têm mais flores / nossos bosques tem mais vida / nossa vida no teu seio mais amores…
Já ouvi um daqueles infiltrados da chatolândia dizer que era um absurdo o Brasil ficar eternamente deitado em berço esplendido, que tem muita coisa pra fazer e blábláblá, blábláblá.
Vocês sabem como são os tolos. Dão a resposta sem ouvir a pergunta.
Imagine só: você está em um paraíso como são nossas praias e campos, ao som do mar, com um céu azul que de tão maravilhoso é profundo, com a terra florida, uma vida cheia de amores nas fulguras do florão da América. Imagine que você acabou de conquistar a sua liberdade, o que foi muito cansativo.
Você estaria pensando em quê? Em trabalho? Só sendo muito chato. Vai atrapalhar as férias de outro, sai pra lá chatonildo.
O ser irritante pode até insistir: Mas ele está deitado eternamente..
É modo de falar. Tá querendo dizer que o Brasil será sempre de uma natureza exuberante, que somos privilegiados por nossa localização, que queremos que estas maravilhas nunca se acabem.
Do mais, basta continuar o hino pra saber que, sempre estaremos prontos para o trabalho e até para a guerra a fim de defender nosso país. Olha só: Brasil, de amor eterno seja símbolo / O lábaro (bandeira) que ostentas estrelado / E diga o verde-louro dessa flâmula (bandeira) / Paz no futuro e glória no passado / Mas, se ergues da justiça a clava forte / Verás que um filho teu não foge a luta / nem teme, quem te adora, a própria morte…
Tá vendo que lindo. Igualzinho a todo brasileiro. Lembro de Euclides da Cunha, que se a morte não tivesse levado cedo, acredito que iria corrigir e melhorar sua visão sobre o brasileiro. Mas, em um desses momentos de fulguras, escreveu: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte (…) Basta o aparecimento de qualquer incidente transfigura-se. Reponta. Um titã acobreado e potente. De força e agilidade extraordinárias.”
Omiti um pedacinho do trecho, pois é uma das partes que Euclides iria corrigir se vivesse mais. Voltando ao hino, é essa a essência brasileira. Se está tudo bem, não vamos complicar. Descansa e aproveita.
Se surge algum imprevisto, o brasileiro que está descansando transfigura-se. Levanta com a clava (arma) em punho e torna-se um titã acobreado (cor de cobre, cor de brasileiro).
Brasileiro não foge à luta e ama seu país a ponto de enfrentar a morte por ele. Mas não somos de guerra, só brigamos se precisar, se der pra conversar, a gente resolve na boa.
Se não tiver essa essência de paz e de amor pelo país não está sendo brasileiro.
Se não buscar a paz no futuro e não comemorar as glórias do passado, não está sendo brasileiro.
Se não amar e respeitar a natureza, a terra garrida, os risonhos e lindos campos, o som do mar e o céu profundo, não está sendo brasileiro.
Se não souber levantar e lutar no momento preciso, para defender o que temos de mais precioso, nosso povo, nossa terra, não está sendo brasileiro.
Se ficar inventando moda, e ficar botando defeito no nosso hino, ao invés de cantar e de tão feliz até bater palmas no final (mesmo sabendo que não pode) não está sendo brasileiro, está sendo chato.
Chato e mau educado, do tipo que põe a mãe no meio da discussão.
Por isso cantemos: “Terra adorada / Entre outras mil, / És tu Brasil / Ó pátria amada! / Dos filhos deste solo és mãe gentil / Pátria Amada, Brasil!

Helton Fesan

História e Informações - A letra do hino nacional do Brasil foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) e a música é de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de setembro de 1971, através da lei nº 5700. Existe uma série de regras que devem ser seguidas no momento da execução do hino, mas só citarei uma: nunca deixe de cantá-lo!


PS: Bater palmas no final do hino é errado mas é gostoso, devia se tornar opcional, do tipo - Quem gostou bate palmas.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

DE CASA NOVA

QUERIDOS AMIGOS

Como o blog anterior tem dado muito problema técnico, causando dor e sofrimentos para meus amigos (todos que visitam são considerados amigos), resolvi mudar de casa.
Por enquanto está vazia, sem mobilia e tal... mas em breve teremos tudo e mais um pouco por aqui.
O outro endereço continua no ar por enquanto.
Grande abraço!

Helton Fesan