sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O SABER DA ESPERANÇA.

Talvez se pulássemos sete ondas no reveillon
Se jogássemos rosas ao mar
Contando com a magia de seu falso infinito
Se fizéssemos pedidos a estrela cadente
Que desenha uma vontade no céu iluminado
Se apagássemos a vela fincada no bolo desenhado
Ao mesmo tempo em que apertamos os olhos
Pensando no desejo esperado
Se ensinássemos para o futuro
Pesquisássemos o escuro e tivéssemos filhos
Abaixássemos ao tiro
Se víssemos na morte outra vida
Tratássemos a letal ferida
Se orássemos com fé e honrássemos nossos votos
Ah! Se fossemos devotos
Se aprendêssemos simpatias
Se cantássemos magias
Vencêssemos o oráculo
Montássemos o palco
E Fugíssemos do maligno pacto
Se nos Alegrássemos e torcêssemos no campeonato
E com a mesma paixão, essa intensa e insana devoção
Votássemos, plantássemos e nos respeitássemos
E saíssemos à rua, gritando essa luta,
de fogo, paz e giz !
Projetos do justo lugar,
Do justo país
Se trocássemos o “eu”
pôr um “nós” mais feliz
E preservássemos no peito a criança,
Saberíamos onde esta, o que é,
E o que faz a esperança.

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