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sábado, 23 de maio de 2020

ENFIM.. A PROVA DO CRIME.. SERÁ?


A pouco tempo escrevi que não discutiria mais pessoas e sim ideias, projetos e leis.

Dito isto, acompanhamos a novela do Ex Ministro da Justiça contra o ainda Presidente da República.

Após acusação de interferência na Polícia Federal, seguiu-se as questões: Houve interferência? Há Provas?

Ambos então foram parar em um Inquérito no STF em uma espécie de acareação Pública com ares de grande épico definitivo.
O fim do Governo ou o fim de uma biografia?

Aos que não suportam os jeitos e trejeitos do Presidente pessoa e esperavam a derradeira queda, sinto informar que perdeu a biografia.

Isto porque, o conteúdo do vídeo não mostra absolutamente nada do que já era de conhecimento Público e, mesmo que absurdamente fora de qualquer parâmetro aceitável pelo bom senso, pelo decoro, pela razoabilidade ou pela tecnicidade, tudo que foi dito ali é LEGÍTIMO.

Não se assustem pois o termo "Legítimo" aqui está ligado ao conceito jurídico de aprovação social em contraponto à legalidade e em breve, teremos um material mais completo no Canal do YOUTUBE (Universo Fesânico) para que você entenda ou revisite o conteúdo.

Voltando ao vídeo da reunião Ministerial, realmente não há prova direta de que o Presidente tenha declarado que iria intervir no sentido de obstruir investigações.

Isto porque em sua fala entre gritos e palavrões, ele fala de amigos, da família e até de quem sequer conhece e que pode estar sendo perseguido em seu nome.

Ou seja, é um discurso genérico e aberto.

Para se praticar um crime, o fato criminoso deve primeiramente estar previsto em Lei (art 5 II e XXXIX da CF), este último mais específico pois define que não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;

Depois, a ação do indivíduo deve ser determinada e se encaixar de forma perfeita naquilo que está previsto na Lei.

O Presidente fez um discurso acalorado defendendo ideias que nunca negou e que, aliás, o elegeu, ou seja, ideias LEGITIMADAS por seu ELEITORADO.

Na parte em que fala da Polícia Federal começa a linha de raciocínio dizendo que teve dificuldade de trocar um segurança, e, como presidente se não pode trocar o segurança, “troca o chefe dele, troca o Secretário e troca até o Ministro".

Ou seja, nada demais, pois qualquer um de seus opositores faria o mesmo, talvez não admita ou admita com palavras suaves, mas faria absolutamente o mesmo, pois, no jogo do poder, manda quem pode.

Sobre as falas dos Ministros, novamente o Presidente tem razão quando diz que nada ali precisava ser público pois não interessa ao processo.

Há na reunião diversas opiniões de diversos Ministros que divergem do entendimento de muitos, que divergem do razoável e que tendem ao mau caratismo ideológico.

Há a ratificação ao ódio e genocídio contra a população indígena, há a exaltação e a negação da ditadura militar, há o compromisso econômico de apoiar grandes riquezas e abandonar o pequeno e médio empreendedor a própria sorte, enfim, um show de horrores.

O que não encontraremos, em uma única vírgula pronunciada, é um plano para salvar vidas ou conter essa pandemia.

Porém, nada disto é crime, pois esta equipe Ministerial está fazendo exatamente o que disseram que iam fazer, atuar em nome de um Brasil reservado e privilegiado.

Até quando apresentou-se um plano, que não passou de uma idéia sem base alguma, de um projeto para o futuro, a fala do Ministro da Economia foi categórica: 

“acabar com as desigualdades (...) todo discurso é conhecido, acabar com as desigualdades regionais… tá lindo é claro, é bonito isso, isso é o que o Lula e que a Dilma estão fazendo a 30 anos. Se a gente quiser acabar igual a Dilma, a gente segue esse caminho”.

Ou seja, nas palavras do Super Ministro da Economia, quem tenta acabar com as desigualdades acaba fora do poder e condenado na justiça (e não sou eu que estou dizendo, são palavras dele…) 

Olhando agora para o Supremo, o Ministro do STF, José Celso de Mello ao liberar a íntegra do vídeo, o fez mais para conhecimento popular do que para servir o processo em que atuava, e, juridicamente falando, andou muito mal, pois não era naquele momento, papel do judiciário, promover uma Conspiração da Pólvora, mesmo porque, os barris estavam vazios e a pouca pólvora contida neles estava molhada.

Também o escolhido ao posto de Guy Fawkes, não tem vocação para o papel. Seja pela falta de caos revolucionário, seja pela falta de convicção e bigode. 

Se o Magistrado encontrasse no restante do vídeo da reunião indícios de outros crimes além do apurado, no inquérito em questão, a saber, interferência na Polícia Federal, que ordenasse a abertura de outro Inquérito para esses crimes e aí sim divulgasse, se cabível, o teor que pertencesse a este novo procedimento.

Da maneira que fez, apenas nos presenteou com mais do mesmo, escárnio, agenda liberal, incompetência, vergonha alheia e descabidas teorias de conspiração, em suma, tudo que o eleitorado do Presidente apoia.

Assim, nesta queda de braço Jurídico ganhou o presidente, pois, os obreiros da Lei fizeram o que se acostumaram a fazer por décadas (mas contra pobres desvalidos), acusaram sem provas e fora dos limites positivados na lei em busca de interpretações pra lá de extensivas.

Por mais que nos embrulhe a presença de nossos desafetos, a lei e os procedimentos devem servir principalmente para eles, para que depois deles, ainda haja leis e procedimentos, ou de maneira resumida, que ainda haja democracia.

E sobre as provas de crimes do Presidente? perguntarão os leitores…

Elas existem, mas por incrível que pareça, não são escondidas a portas fechadas de reuniões de Ministérios. São cometidas abertamente, aos olhos de todos e a todo tempo sob o aplauso de quem clama por outra ordem de coisas, por outras instituições, por outro conceito de Brasil.

Tal conceito será bom para poucos iguais, tenebroso para muitos diferentes e, talvez, pior ainda para quem achava que nada poderia piorar.

Piora.

Dr Helton Fesan para o Universo Fesânico.
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quarta-feira, 15 de março de 2017

Porque a física quântica se torna mais relevante nesses tempos?

A Física ou Mecânica Quântica, estuda os eventos que transcorrem nas camadas atômicas e sub-atômicas, ou seja, entre as moléculas, átomos, elétrons, prótons, pósitrons, e outras partículas.
🤔
Assim estamos falando de coisas tão minúsculas que se tornam sensíveis e reagem a fenômenos igualmente imperceptíveis.
🤔🤔🤔
Um olhar👀, uma intenção🙏🏾, um pensamento🙃, uma energia⚡...
Agora pense em tudo que nós cerca nos dias de hoje.
💽💻⌨🕹🖲📱📲
Bits, prótons e uma série de nano tecnologias.
Coisas tão minúsculas que obedecem muitas vezes, ou sempre, as leis dá física quântica.
São tecnologias fronteiriças, que obedecem leis físicas normais, mas que também sofrem efeitos da física quântica de maneira mais perceptível.
Quantas vezes um computador não funciona com você e, basta o técnico chegar, milagrosamente ele volta a funcionar?😡
Um programa não abre de jeito nenhum para uns e funciona maravilhosamente para outros.😤
As vezes chamamos de sorte, as vezes achamos que "as coisas" estão conspirando contra nós.👽
Mas na verdade tudo é uma questão de atitude.👊🏾
Seu olhar, sua intenção, sua postura, são elementos que influenciam na física quântica e, consequentemente nestas tecnologias que são compostas por coisas muito pequenas 😉.
Agora, sabe o que mais é influenciado pela física quântica?
Tudo.😱
Das coisas às pessoas.
Do gesto ao pensamento.
Do corpo à alma.
Tudo está conectado pelas mesmas micro partículas do mesmo material.
Lembre-se disto quando o computador travar, quando a lâmpada do mesmo cômodo queimar insistentemente, quando as coisas começarem a quebrar em série...😡
Mas também lembre-se disto quando algo funcionar muito bem além do prazo de validade, quando tudo funcionar como um relógio britânico ou quando todos decidirem lhe pagar ao mesmo tempo...😁
Alguma ATITUDE SUA está girando esta engrenagem.⚙
PENSE NISSO 🤔
Seu amigo
Helton Fesan

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ENCHENTES, ENTRE O TUDO E O NADA, MUITA AGUA VAI ROLAR.



“A gente demora pra comprar as coisas com tanto sacrifício e perde tudo num dia...”
É a frase mais falada de todo e qualquer telejornal que se proponha a cobrir as enchentes em São Paulo.
Perder de uma hora para outra tudo que se conseguiu com tanto sacrifício... O que isso significa?
Muito Azar? Uma injustiça? Destino? Falta de planejamento...
Fiquei analisando o ocorrido, triste e impotente como em regra são os telespectadores de telejornal. Uma casa ruiu, outra foi invadida pela água, outra foi levada pelo córrego e o pobre coitado perdeu tudo.
O rosto aborrecido do prefeito lamenta a situação e nada aponta como solução prática, não por incompetência ou negligencia, mas por ela simplesmente não existir.
Não existe solução prática para a destruição em grande escala. Nem se houvesse dinheiro sobrando (o que não há) se poderia chegar a uma “solução prática”.
O que pode ser prático para alguém que perdeu tudo? Nada!
Qualquer caminho será um difícil caminho de reconstrução. Solução prática é uma meta simbólica e desejável que serve tão somente de parâmetro para o inalcançável.
Reconstrução! Talvez seja essa a palavra. Reconstruir é construir de novo. Fiquei pensando nisso e tentei chegar o mais perto da solução prática que não existe. Na prática as pessoas perderam casas, moradias...
Então teremos que reconstruir moradias.
Mas como? Como se constrói uma casa? Uma moradia digna?
De novo me veio a sensação de impotência. Não sei construir casas...
Mas quem constrói casas é pedreiro e não é tão difícil encontrar pedreiros, certo?
Errado!
O telejornal também me disse que está faltando mão de obra na construção civil e tinha um engenheiro reclamando disso... Peraí... Também tem o engenheiro, que é quem projeta as casas de modo que elas não caiam...
O engenheiro também pensa nas complicações da casa em relação ao bairro, à cidade... Se cabe, se não cabe, se pode, se tem rede de energia elétrica, se tem rede de esgoto. O Engenheiro que faz a casa pede permissão para o engenheiro que ta na prefeitura que vai analisar o impacto no trânsito local, se o lugar da construção tem estrutura para receber aquela casa, na valoração ou desvaloração urbana, se o esgoto não vai entupir quando tiver muita água, quando chover...
As casas perto do córrego tem projeto engenharia? Tem habite-se?
Não importa. O que importa é que as pessoas eram donas da casa e perderam tudo. A casa tava lá, no nome dessas pessoas e agora elas não tem nada.
Peraí... Casa no nome da pessoa é escritura. Tinha escritura?
Mas isso custa dinheiro e as pessoas que lá estão são muito pobres, isso é uma verdade incontestável.
Tiveram que deixar tudo pra traz. Roupas, televisão, DVD, Rádio, Mp3, Geladeira, micro-ondas, computador, ou seja, tudo.
E o governo não lhes dá nada.
Em alguns lugares não podia ter casas, era área de manancial. Não podia ter casa mas tinha asfalto, tinha água encanada, tinha rede elétrica...
Sr não podia ter casa, porque tinha estrutura? Como se instala estrutura urbana onde não pode ser urbano? O engenheiro não viu isso?
Mas a prefeitura não tem engenheiro pra dar de graça, pra ver tudo... Tudo bem que tem um projeto do governo estadual que envia verba para a prefeitura regularizar habitações irregulares ( regularização de núcleos habitacionais) mas a maioria dos prefeitos não se cadastraram.
Agora não dá pra fazer nada. Pessoas perderam tudo. Não tinha registro, não tinha habite-se, não tinha projeto aprovado por engenheiro, laudo técnico, autorização do setor de habitação, escritura, segurança... Não tinha nada, mas as pessoas iam vivendo lá sem que a prefeitura dissesse nada... Tudo meio irregular, meio improvisado, mas e daí... ninguém diz nada e nem tem nada com isso...
Pra que implicar com essa gente pobre, cobrando delas documentos e laudos. Pra que mexer com o prefeito que faz de um tudo pra esquecer dessa gente que não tem nada?
Mas como é que quem não tem nada, consegue perder tudo?


1 ANO DEPOIS...