terça-feira, 24 de março de 2020

ESTOU EVITANDO DAR OPINIÃO POLÍTICA NESTE MOMENTO TÃO DIFÍCIL DO MUNDO

Mas com esse pronunciamento de hoje, ficou claro que os donos do capital deram uma ordem dura para o presidente e ele seguiu à risca.
O país precisa estar na mesma direção mas o que vimos foi o anúncio de uma guerra do Governo Federal contra Estados e Municípios que estão empenhados em combater a crise do COVID-19.
No pensamento dele, o presidente e seus apoiadores, os idosos morrem e pronto, outras vidas que seguem.
Sim, ficou bem claro que o preço morte a ser pago é considerado pequeno, senão bem vindo.
Se todo mundo se contaminar, como não contaminar os idosos?
Uma gripinha para saudáveis e um genocídio para os doentes graves em hospitais?
Crianças com imunidade baixa?
Pessoas com doenças autoimunes (lupus, aids, cancer, cardíacos, inflamação intestinal) serão exterminadas e não serão contabilizadas como COVID-19.
Uma gripe imperceptível para limpar quem já está com pneumonia.
Uma gripinha para diminuir a população carcerária, dentre esses, aquele que seria inocentado em segundo grau mas não teve tempo de alcançar o julgamento.
Uma gripe à toa, tão banal quanto a vida daqueles que não geram emprego, que dão custo para a previdência, que geram estatísticas negativas de violência.
O Brasil só precisa de um chacoalho para se livrar destes incômodos e voar rumo à tudo que ele pode ser.
Vivi para ver o país da simpatia se mostrar sem nenhuma empatia.
Tristeza nunca teve fim.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

LIÇÕES IMPORTANTES DE UMA ARLEQUINA PARA O SEU NEGÓCIO



Você tem uma causa social, que bom, eu também.
Mas na boa... As vezes queremos tanto passar uma mensagem que esquecemos o produto principal de um trabalho.
O exemplo da vez é o filme Aves de Rapina e etc etc etc...
O filme é chaaaaaatooooooood+.
Tudo porque a mensagem feminista contaminou do roteiro à produção.
De início, todos sabemos que era um filme da Arlequina, mas para ser democrática e ter a idéia de "Estamos juntas numa mesma jornada feminina" resolveram chamar de Aves de Rapina e blá blá blá".
Deu ruim nas bilheterias e já é um fracasso financeiro histórico. Tanto que a Worner já muduo o nome do filme para o óbvio - Arlequina, Aves de Rapina, e só.
O filme perde ritmo, perde tempo de piadas, e as personagens são totalmente assexuadas.
Sim, se você ficou empolgadinho com toda a sexualidade e volúpia da Arlequina de Esquadrão Suicida (única coisa que prestava no filme) fique despreocupada(o) pois nesse filme ela está devidamente baranga para não explorar a sexualidade feminina.
É cheio de cenas que não levam a lugar nenhum. Uma tentativa bobinha de ser um deadpool..  SQN SQNunca...
Filme de sessão da tarde com sanguinho porporina (literalmente).
As Lutas são legais e a história é...nhé...
E a personagem caçadora tem o título de personagem mais sem graça da história.
Fica a lição, se o seu produto é a mensagem, venda a mensagem, se o seu produto é outra coisa, nesse caso diversão, deixe a mensagem para aquele projeto pessoal financiado com recurso próprios e que ficará marcado como um clássico que não gerou  e nem um tostão para ninguém mas trouxe aquela satisfação pessoal.
Misturar as duas coisas é sentir o gosto amargo dos prejuízos retumbantes nas duas áreas.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

NÃO É HUMOR, É HORROR!

Porta dos Fundos perdeu a mão e a NetFlix também.

Não vi o tal filme do Porta dos Fundos e não verei.
Só acho que hipocrisia é um dia bradar pedindo respeito para Mulheres, LGBTs, Negros e etc... E em outro momento ferir de forma grosseira a fé alheia.

Não é possível alguém defender a liberdade religiosa e aceitar que se ofenda a fé de outros.
Se causa dor, se causa tristeza, não é humor, é violência, é Bulling, É ERRADO.

Nesse ritmo voltaremos a aceitar piadas racistas, sexistas, xenofobicas...

NÃO.

Não precisamos e rejeitamos esse tipo de humor.

É triste lembrar que humoristas do Porta, como o Duvivier, já criticaram outros humoristas de direita como o Gentilli exatamente por usar o humor para encobrir ideias preconceituosas.

No campo político, a coisa é ainda mais séria, pois esse tipo de atitude desastrosa, de gente rica e fascinada por sua militância gourmet e mimada, onde se pode tudo sem maiores consequências reais, acaba por alimentar o crescente fascismo e discurso de ódio.

Isto porque não é humor, é horror.
Tão explícito e escatológico e sem talento que causa repulsa.

Daí apontam para uma estupidez destas e justificam todo tipo de arbitrariedade em nome do medo que sentem deste horror.

Daí a repressão, a censura, a arbitrariedade...

A sociedade que deveria lutar contra o retrocesso, fica anestesiada e acaba aceitando uma idéia de ditadura para se livrar do nojo que a debilidade de certos artistxs resolveu chamar de arte.

Ninguém é mais útil para o atual governo do que um artistx ruim, débil e equivocado querendo chocar.

Mais coerência nas ações por favor.

#humornaopodetudo
#dispensamosesseapoio
#liberdadereligiosa
#respeito

PIRRALHA


segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

FUNK SE A LEI?

Você não gosta de pancadões. Entendo, também não gosto. Não gosta do funk atual? Ok, também não gosto.
Mas, vejamos o que diz a lei: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, (...) inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

Temos acima a Lei máxima, nossa Constituição Federal, ou seja, não cabe apresentar decreto ou lei Estadual alguma para alterar o que está acima descrito.
Assim, o Pancadão é autorizado por lei. E se vão muitas pessoas, é porque muitas pessoas gostam.
Se o gosto é ruim, e ao meu ver é mesmo, é discutível. As pessoas que lá estão poderiam estar fazendo outra coisa? Poderiam mas não estavam e paciência, ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer o que os outros acham.
Agora certos comentários são realmente difíceis de entender:
“Nesses pancadões acontecem vários crimes…”
Então os vários crimes devem ser inibidos e combatidos e não o pancadão em si, já que pancadão não é crime.
“O que um menino de 14 anos estava fazendo lá a essa hora?”
Primeiro,  dormir tarde não parece motivo justo para a pena de morte. Também o que ele faz não é da conta de ninguém além dele e de seus pais.
Por fim, não me lembro de alguma lei que estabeleça toque de recolher para adolescentes.
E não dá para se comparar todos os adolescentes pelo perfil do seu filho que está em casa com a barriguinha cheia de chocolate.
Novamente, é preciso lembrar das diferenças.
Agora uma frase que mais me impressiona: “Nesses bailes ocorrem putaria e prostituição”
Sério? Você jura mesmo que as pessoas gostam de sexo na cidade com o maior número de puteiros por metro quadrado na América Latina? (Essa frase é uma expressão fática, nunca parei para contar).
Queridos senhores e senhoras puritanas, preciso contar a vocês que prostituição além de não ser crime (O crime é explorar a prostituição), envolve pagamento.
Acredito que nesses bailes as pessoas se esfregam por pura troca de fluídos e não de dinheiro.
E ao que tudo indica, nem todo mundo acha que sexo é pecado.
Então estamos diante de uma patrulha moral.
Quando pensamos em todos os argumentos para uma “Guerra ao Funk” vemos que realmente é uma questão de imposição de princípios.
O problema é que princípios não se impõem, se pregam.
Daí pergunto: Quanto do seu tempo você doa para ensinar música de qualidade (segundo seu gosto) em alguma comunidade que gosta de funk? Você é voluntário em algum projeto? Ou acha que a doação de brinquedo no final de ano é suficiente? Na “Ordem” que você frequenta as reuniões com afinco, estimula a doar tempo ou a coisa se resolve em coquetéis para arrecadar fundos?
Você prega sua salvação pela presença ou está assumindo o papel de carrasco de Deus, empunhando o tridente diabolico e gritando venha pela dor?
Talvez, se convivêssemos mais com nossos desafetos, aprenderíamos preciosas lições de tolerância.

Dr Helton Fesan, Advogado, escritor e MC pra sempre. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

QUANDO SE ROUBA NO JOGO


Faz tempo que não escrevo livremente. Meus artigos são artigos de veículo algum e de todos os veículos que queiram compartilhá-lo, isso significa afirmar  que não são remunerados.
E a vida cada vez mais  precisa ser remunerada.
Tudo custa caro, da gasolina ao livro do sebo. Do cafezinho à água potável. Do bate papo na praça à consulta com o cardiologista.
Nosso tempo precisa ser pago.
Enquanto o nós se aglomera no aperto da condução chamada orçamento, ao longe, enxergamos uma pequena e seleta ilha espaçosa, arejada, ensolarada de um lado e com jogos de neve do outro.
Podia ser o Chile mas não, é a pequena ilha dos privilégios que flutua feliz na América Latina.
Os números são sempre parecidos, 2% mais ricos acumulam 95% das riquezas e o restante se expreme.
Um pequeno grupo se conforta com a riqueza de seus próprios valores e se convencem que há algo de divino no sofrimento de quem não come e no escasso momento abençoado dos que conseguem rezar, comer, morar e dirigir com a graça do financiamento bancário.
“Do que se queixara o homem senão do seu próprio pecado?”
Mas longe da ilha maravilhosa, espremido entre o orçamento e a oração de um deus não cultuado, há o indivíduo que a tudo observa e aos poucos percebe que nesse jogo ele está sendo abertamente roubado.
Há algo de muito podre na maneira com que esses dados saltitam no tabuleiro e sempre acabam em sete.
Dia após dia, jogo após jogo esse indivíduo observa. Seu olhar atrai outro olhar e outro e outro…
basta uma brecha, u m pequeno e insignificante abuso… O caixa que vende a 1,99 e não tem um centavo de troco. A tarifa bancária embutida no serviço, o custo de entrega que não foi avisado, o imposto cheio de letrinhas que vem nos serviços essenciais, os 17 centavos na tarifa de ônibus e     BUM!
Explode o pacato cidadão. Tira a mão do bolso, tira a lama da minha vida, tira, tira, tira.
Você tá me roubando. Nem sei direito o como, nem entendo ao certo os números, nem compreendo esse jogo que você criou, mas pelo céu que paira acima da minha cabeça e da sua, eu sei que você está me roubando.
E não é só dinheiro.

Helton Fesan - Escritor, Advogado e Consultor.
heltonfesan@hotmail.com

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

"Sixteen Tons" não é 16 Toneladas


"Sixteen Tons" é uma canção sobre a vida de um mineiro de carvão, cuja primeira gravação foi em 1946, pelo cantor de country americano Merle Travis e lançada em seu álbum Folk Songs of the Hills no ano seguinte. Em 1955, Tennessee Ernie Ford fez uma versão que atingiu o topo da parada na Billboard, com mais outra versão de Frankie Laine lançada apenas no Reino Unido.
Abaixo darei minha humilde tradução para a música adaptando certas frases para não perder a poesia sugerida.

Some people say a man is made outta mud 
(Alguns dizem que o homem é feito de barro)
A poor man's made outta muscle and blood
(O pobre é feito de sangue e braço)
Muscle and blood and skin and bones
(Sangue e Músculos, pele e osso)
A mind that's a-weak and a back that's strong
(Uma cabeça fraca e um lombo bem grosso)

Refrão
You load sixteen tons, what do you get?
(Leva 16 toneladas para o que ganhar?
Another day older and deeper in debt
(Um dia mais velho e dívidas pra pagar)
Saint peter don't you call me 'cause I can't go
(São Pedro não me chama porque não posso ir não)
I owe my soul to the company store
(Eu devo minha alma para a Companhia de Carvão)
*carvão é coal mas não faria sentido :0


I was born one mornin' when the sun didn't shine
(Eu nasci em uma manhã quando o sol não brilhava)
I picked up my shovel and I walked to the mine
(Eu peguei minha pá e caminhei para a mina)
I loaded sixteen tons of number nine coal
(Dezesseis Toneladas de carvão, carreguei)
And the straw boss said "well, a-bless my soul"
(O encarregado disse: “MINHA alma abençoei”)

Refrão

I was born one mornin', it was drizzlin' rain
(Eu nasci em uma manhã que a chuva leva ponte)
Fightin' and trouble are my middle name
(Brigas e problemas são o meu sobrenome)
I was raised in the canebrake by an ol' mama lion
(cresci em um canavial com uma mãe leoa)
Cain't no-a high-toned woman make me walk the line
(Gritaria de mulher não me botam de boa) 

Refrão

If you see me comin', better step aside
(Se me ver chegando melhor sair de lado)
A lotta men didn't, a lotta men died
(Muitos não fizeram e muitos tombaram)
One fist of iron, the other of steel
(Um punho de ferro e outro de aço)
If the right one don't a-get you, then the left one will
(se a direita não derruba a esquerda eu faço)

Refrão

Bem, no Brasil no final da década de 1960, Noriel Vilela interpretou uma versão em português da música, denominada "16 Toneladas", em seu primeiro álbum-solo, Eis o Ôme. Entretanto, a versão em português nada tem a ver com o canto de sofrimento dos trabalhadores superexplorados, mas sim com o ritmo do sambalanço, que fazia sucesso na época.

Deixamos a reflexão: Por que quando nos traduzem, fazemos versões festivas e sem crítica social?
Por que exaltar apenas o lado festivo, o samba, o futebol e a curtição (que são muito bons) mas e nossas agruras? E nossa revolta?
Vamos calar com pão e circo?

Fonte de pesquisa: Weekpédia e Youtube.